Ex Libris
Cria o teu ex libris personalizado em estilo xilogravura — com IA

Petrus
Porto · MCMLXI

Paulo Branco
Porto · MMXXVI

Fernando Pessoa
Lisboa · MCMXXXV

Maria da Luz
Lisboa · MMXXVI
Exemplos gerados por IA em estilo xilogravura
Ex libris — do latim, “dos livros de…” — é uma marca de propriedade que os amantes de livros colam na primeira página das suas obras. Mais do que uma etiqueta, é uma declaração de identidade: um pequeno manifesto visual que diz “este livro pertence-me, e eu pertenço a estes livros.”
A tradição remonta ao século XV, na Alemanha, pouco depois da invenção da imprensa de Gutenberg. O mais antigo ex libris impresso conhecido data de cerca de 1480 — uma xilogravura com um anjo segurando um brasão, colada nos livros doados ao mosteiro cartuxo de Buxheim pelo frade Hildebrand Brandenburg. Antes disso, os monges já inscreviam à mão frases como “Iste liber est Petri” (“Este livro pertence a Pedro”), as primeiras marcas manuscritas de posse que deram origem à tradição.
Rapidamente, o ex libris tornou-se símbolo de estatuto e refinamento. Albrecht Dürer, o mestre da gravura renascentista, criou pelo menos cinco ex libris entre 1503 e 1516 — entre eles o célebre brasão de Willibald Pirckheimer, seu amigo humanista. Outros grandes nomes como Lucas Cranach e Hans Holbein também deixaram a sua marca nesta arte.
Ex Libris Célebres
George Washington
O primeiro presidente americano marcava os seus livros com o brasão da família e o lema “Exitus acta probat” — o fim justifica os actos.
Albert Einstein
O seu ex libris mostrava um universo imenso de estrelas e massas em espiral — a visão do cosmos que dedicou a vida a decifrar.
Charles Dickens
O mestre da ficção vitoriana usava um leão sob o seu nome — símbolo de força narrativa e orgulho literário.
Petrus
Dr. Pedro Veiga · Moimenta da Beira 1910 – Porto 1987
Advogado, tradutor e editor, Pedro Veiga — sob o pseudónimo Petrus — dedicou a vida a Fernando Pessoa. Editou mais de 80 livros sobre o poeta. Em 1961, compilou e publicou a primeira edição autónoma do Livro do Desassossego — o texto que Pessoa nunca terminou e que Petrus resgatou do esquecimento.
Foi expulso de uma exposição na Livraria Divulgação do Porto por copiar clandestinamente fragmentos do espólio de Pessoa para um caderno de bolso. Um pirata da literatura. Um herói excêntrico. Tem rua no Porto.
O seu ex libris — uma xilogravura expressionista com uma figura de espada e chapéu — ainda aparece colado nos livros da sua vasta colecção, que continuam a circular pelas livrarias e alfarrabistas da cidade. Cada exemplar que sobrevive é um fragmento do seu arquivo. Quem o encontra, entra na rede.
Em Portugal, a tradição dos ex libris criou raízes profundas. De Petrus aos grandes bibliófilos como Albino Forjaz de Sampaio, a marca de posse era um ritual de amor ao livro. A Associação Portuguesa de Ex-Líbris, sediada em Lisboa, continua a promover esta arte. O ex libris português segue a tradição de incluir a expressão “Ex-Líbris”, “Da Biblioteca de” ou “Dos livros de”, seguido do nome do proprietário — exactamente como o gerador que tens aqui em baixo.
Agora é a tua vez. Cria o teu.